Greve de fome contra prisões turcas causa 59ª vítima

Um prisioneiro morreu nesta terça-feira após passar mais de 500 dias recusando comida numa greve de fome nacional contra o sistema penitenciário de segurança máxima empregado pela Turquia, denunciou um grupo de direitos humanos. Imdat Bulut, membro do proscrito Partido Revolucionário de Libertação do Povo-Frente, ou DHKP-C, morreu num hospital de Istambul, informou a Associação de Defesa dos Direitos Humanos da Turquia. Bulut transformou-se na 59ª pessoa a morrer na greve de fome protagonizada por detentos esquerdistas e seus simpatizantes. A mobilização começou em outubro de 2000 em protesto contra a política do governo de retirar prisioneiros de celas que abrigavam até 100 detentos para abrigos menores para manter entre um e três internos. Os prisioneiros reclamam que as celas menores os deixam isolados e vulneráveis a abusos dos carcereiros e policiais. Ainda há pelo menos 20 detentos em greve de fome. Eles tomam vitaminas e água com açúcar ou chá para prolongar o protesto.

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