Greve de fome de ilegais chega ao 3º dia em Atenas

Dezenas de policiais usando roupas especiais isolaram hoje as ruas ao redor da Escola de Direito da Universidade de Atenas, que foi tomada por cerca de 200 imigrantes ilegais que fazem greve de fome para exigir sua legalização no país. Pela lei grega sobre asilo universitário, a polícia não pode entrar em universidades e escolas exceto em circunstâncias excepcionais.

AE, Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 18h14

A diretoria da universidade apresentou uma requisição a um tribunal ateniense para que a lei de asilo universitário seja levantada, abrindo caminho para uma intervenção policial. Mais de 100 manifestantes se reuniram nas proximidades da barreira policial gritando "não interfiram no asilo universitário" e "a Grécia e os trabalhadores estrangeiros estão unidos". As ruas de vários quarteirões na área foram fechadas, prejudicando o tráfego do início da noite de hoje no centro da capital.

As autoridades negociavam com os imigrantes e grupos que os apoiam para resolver o impasse, que já dura três dias e desconcerta o governo, que prometeu ser duro com a imigração ilegal. A Grécia é o ponto de trânsito mais movimentado da União Europeia para imigração ilegal. Dados indicam que cerca de 90% dos imigrantes ilegais que tentam entrar no bloco são detidos na Grécia. O país planeja construir uma cerca ao longo de um trecho de 12,5 quilômetros na fronteira com a Turquia. As informações são da Associated Press.

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