Greve de fome de Morales chega ao quinto dia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, aparenta estar esgotado e fraco hoje, quinto dia de sua greve de fome, iniciada com o objetivo de pressionar a aprovação de uma lei para a convocação de eleições para dezembro. Por essa razão, ele suspendeu um encontro que teria com um grupo de crianças. Mais de 1.500 pessoas em diversas cidades do país acompanham o presidente em sua greve de fome, disse hoje seu porta-voz Iván Canelas.

AE-AP, Agencia Estado

13 de abril de 2009 | 16h51

O ministro da Saúde, Ramiro Tapia, que é médico, disse que o quadro do presidente é estável e que recomendou que ele fizesse repouso, mas que não há necessidade de Morales deixar de realizar suas funções no salão do palácio presidencial, onde iniciou sua greve de fome na quinta-feira, na companhia de 13 dirigentes sindicais. O presidente apenas mastiga folhas de coca, que inibe a sensação de fome, e bebe água e chá de camomila.

Uma comissão legislativa de opositores e governistas discutiam um acordo para que a lei eleitoral seja debatida no plenário do Congresso. Morales cedeu na principal demanda dos opositores que querem tomar medidas para evitar a possibilidade de fraudes durante as eleições. Segundo o deputado Fernando Messmer, a decisão do presidente facilitará um acordo sobre a lei.

O presidente da Corte Nacional Eleitoral, José Luis Exeni assegurou, em carta do Congresso, que é possível fazer um novo censo eleitoral e estabelecer um novo padrão biométrico com impressões digitais e fotografia, mas para isso é necessário a garantia de recursos e normas para a efetivação da medida. A realização de um novo censo eleitoral terá um custo de US$ 30 milhões. Morales disse que uma parte das despesas será financiada com recursos que estavam destinados à compra de um avião para uso presidencial. Ontem, Morales afirmou que "a direita não quer eleições e apresenta como pretexto o censo (eleitoral)". Morales aparece como candidato favorito, embora ainda não tenha confirmado sua candidatura.

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