Greve de fome faz 24ª vítima fatal na Turquia

O número de mortos em decorrência de uma greve de fome nas prisões da Turquia subiu para 24 após o falecimento de um detento em uma nova penitenciária de segurança máxima. Veli Gunes, membro do proibido Partido da Libertação Frente Popular, morreu no fim da noite de ontem, após oito meses de greve de fome, em um hospital na cidade de Izmit, no oeste do país, informou hoje o grupo Ozgur Tayad, solidário aos detentos.Gunes iniciou seu protesto ao lado de outros 200 presos e alguns parentes de detentos. Eles protestam contra suas transferências de celas coletivas para prisões de segurança máxima com celas individuais ou nas quais cabem no máximo três pessoas. Em dezembro de 2000, quando ocorreram as transferências, foi realizada uma rebelião de grandes proporções. Trinta presidiários e dois policiais morreram nos choques. Os detentos alegam que o novo sistema os deixa isolados e vulneráveis a abusos por parte dos agentes penitenciários. Eles tomam água com sal ou açúcar para prolongar o protesto. O governo não negocia com os manifestantes e não pretende retomar o antigo sistema, no qual até 100 prisioneiros ficavam na mesma cela. De acordo com as autoridades turcas, as prisões eram utilizadas como campo de treinamento de grupos curdos, islâmicos e esquerdistas.

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