Greve de fome se expande em Guantánamo

Advogado de prisioneiro diz que número de detentos adeptos é maior do que o divulgado pelos EUA

AE, Agência Estado

01 de abril de 2013 | 13h01

BAÍA DE GUANTÁNAMO - A greve de fome realizada pelos prisioneiros mantidos pelos Estados Unidos na carceragem da base naval de Guantánamo, em Cuba, ganhou mais dois adeptos da semana passada para cá, admitiu nesta segunda-feira, 1, um porta-voz militar norte-americano. Mas o advogado de um prisioneiro que está em Guantánamo há mais de uma década diz que o número de detentos em greve de fome é bem maior do que o divulgado pelos EUA.

De acordo com a fonte militar, 39 prisioneiros estão recusando alimentação em protesto contra as condições de encarceramento e contra o limbo jurídico em que se encontram. Já o advogado de Shaker Aamer, um cidadão saudita que está há mais de uma década preso pelos EUA em Guantánamo sem acusações formais, disse que conversou com seu cliente na sexta-feira e recebeu dele a informação de que a greve de fome já tem 130 adeptos.

Aamer, suspeito pelas autoridades norte-americanas de "vínculos com terroristas", disse a seu advogado que aderiu à greve em 6 de fevereiro e já perdeu quase 15kg desde então. Ele comentou ainda que os militares norte-americanos estão tentando desmobilizar o protesto, mas sem sucesso até o momento.

As informações são da Associated Press

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