Greve de madeireiros provoca morte no Peru

A greve dos trabalhadores madeireiros do departamento de Madre de Diós, na selva do sudeste peruano, já tem saldo de um morto e vários feridos, além de instalações estatais e depósitos de madeira incendiados. A paralisação, iniciada há oito dias, é um protesto contra a privatização das florestas nativas.Segundo a emissora Radioprogramas, as atividades econômicas e comerciais, bem como o expediente nos escritórios estatais, regionais e municipais foram suspensos devido ao temor de represálias por parte dos manifestantes.Os protestos, que ganharam força nos últimos dois dias em Puerto Maldonado, capital de Madre de Diós - na fronteira do Brasil com Bolívia -, tiveram sua primeira vítima fatal. William Santos Tuesta morreu devido ao impacto de uma bala de borracha, lançada por um policial quando este tentava dissolver uma marcha de protesto.Manifestantes enfurecidos incendiaram na quarta-feira os depósitos de madeira e castanha do Instituto de Recursos Naturais e 30 mil toras de madeira de uma floresta em Puerto Maldonado. O dirigente da Federação de Pequenos Extratores Florestais, Rafael Ríos, disse que a população de Madre de Diós decidiu levantar-se diante da indiferença das autoridades em atender suas demandas. A privatização, segundo ele, atribuiu as áreas a apenas 45 empresas, deixando de fora pelo menos 2,5 mil pequenos proprietários de serrarias. O ministo da Agricultura, Ivaro Quijadría, manifestou, por sua vez, a disposição do governo em retomar o diálogo sem pressões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.