Greve deixa Montevidéu sem coleta de lixo

O sindicato que representa os mais de 8.300 funcionários públicos da Prefeitura de Montevidéu desafiou hoje um decreto do governo uruguaio e manteve uma greve, a qual afeta o serviço de coleta do lixo. O presidente do Uruguai, José Mujica, questionou duramente a decisão do sindicato e pediu a seus partidários que se unam e salvem "o povo de Montevidéu desse eterno pesadelo: uma prática sindical que não conhece limites".

AE, Agência Estado

10 de dezembro de 2010 | 17h29

Há dois dias, o governo do Uruguai decretou a manutenção dos serviços essenciais, já prevendo a greve de 48 horas. Mas a Associação de Empregados e Operários Municipais (Adeom) começou a greve em vários setores do funcionalismo, entre eles, o de motoristas, motivo pelo qual os caminhões de lixo nem saíram para recolher os detritos. Hoje, as ruas da capital uruguaia tinham mais de 7 mil toneladas de lixo não recolhido.

Mujica acusou o sindicato de assumir posturas radicais para conquistar adeptos na Frente Ampla, coalizão de esquerda do governo. "O interesse é tirar do poder a esquerda que deseja que o país avance, que o Uruguai funcione", disse o presidente. O conflito entre Mujica e parte do funcionalismo foi gerado desde que o governo uruguaio anunciou que planejava introduzir reformas nos aparatos do Estado, que agrupam no Uruguai mais de 240 mil funcionários, os quais deflagraram greves e paralisações. As informações são da Associated Press.

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