Greve do setor público fracassa na Tailândia e cerco se mantém

Mantida há uma semana, manifestação pela renúncia de primeiro-ministro desafia estado de emergência

Hélio Barboza, Agencia Estado com Associated Press

03 de setembro de 2008 | 05h40

Uma greve generalizada dos serviços públicos da Tailândia fracassou nesta quarta-feira, 3, mas os manifestantes que pedem a renúncia do primeiro-ministro recusaram-se a abandonar o cerco à sede do governo. Mantida há uma semana, a manifestação desafia o estado de emergência decretado na terça-feira, 2. Veja também:Manifestantes ocupam Prefeitura de Chumphon, na Tailândia A Federação das Empresas do Estado, que abrange 43 sindicatos, planejou greves de mais de 200 mil trabalhadores para cortar o abastecimento de água e energia dos escritórios do governo e interromper as telecomunicações e o transporte ferroviário, rodoviário e aéreo.  Mas poucos serviços foram interrompidos pelos manifestantes, que querem destituir o primeiro-ministro Samak Sundaravej, acusando-o de corrupção e violação das regras constitucionais. "Já dissemos que vamos à greve apenas se o governo usar a força para prejudicar as pessoas", afirmou Sawit Khaewwan, secretário-geral da Federação. A campanha anti-Samak é liderada pela Aliança Popular pela Democracia, que inclui líderes sindicais de esquerda, a elite urbana e ativistas da sociedade civil, entre outros. Centenas de apoiadores da Aliança permanecem acampados em volta do gabinete de Samak desde 26 de agosto. Oradores revezam-se no palanque para fazer denúncias contra o primeiro-ministro, mas não há sinais de que ele vá renunciar. Samak impôs na terça-feira a decretação do estado de emergência, limitado à capital, Bangcoc. A medida foi tomada depois de uma semana de tensões políticas que explodiram em tiroteios e combates de rua na manhã de terça, entre manifestante pró e contra o governo. Uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas. O estado de emergência dá aos militares o direito de intervir para restabelecer a ordem e permite a suspensão das liberdades civis. No entanto, o comandante das Forças Armadas, general Anupong Paochinda, deixou claro que as tropas usarão apenas escudos e cassetetes e que não vão recorrer ao uso da força.

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