Greve do setor público paralisa Israel

Dezenas de milhares de funcionários públicos israelenses iniciaram uma greve por tempo indeterminado, obrigando o fechamento de grande parte dos serviços do país e paralisando o Aeroporto Internacional Ben Gurion. A Federação Sindical Histadrut, a maior de Israel, decretou a greve para demonstrar solidariedade aos milhares de funcionários municipais que não recebem seus salários há vários meses. O ministro da Fazenda de Israel, Benjamin Netanyahu, vem retendo os fundos dos municípios a fim de obrigá-los a reduzir gastos, principalmente com pagamento de salários elevados.O primeiro-ministro Ariel Sharon conclamou a federação a pôr um fim à paralisação. "Peço à Histadrut para que demonstre responsabilidade nacional e encerre esta greve injustificada que tanto sofrimento vem causando aos israelenses", afirmou o premier. A greve começou uma semana antes das festividades do Sucot (festa do Tabernáculo), um período de grande tráfego de visitantes estrangeiros. Milhares de turistas utilizam habitualmente o aeroporto internacional durante a festa.A greve forçou o fechamento de bancos, ministérios, escolas, portos e os escritórios de apoio técnico das companhias de eletricidade e telefonia. Também afetou a coleta de lixo e os serviços funerários.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.