Greve é marcada por violência na África do Sul

O segundo dia da greve nacional de funcionários públicos por aumento de salários resultou hoje em violência na África do Sul. A polícia disparou balas de borracha contra professores que jogavam tijolos e pedras. Enfermeiros derrubaram o portão de um hospital e o governo enviou médicos do Exército para cuidar de pacientes nos hospitais.

AE-AP, Agência Estado

19 de agosto de 2010 | 16h24

O porta-voz do Departamento de Defesa, Ndivhuwo Mabaya, disse que médicos e enfermeiros do Exército foram enviados para hospitais de Johanesburgo e de KwaZulu-Natal, na costa leste, após um pedido do ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi. Mabaya disse que os funcionários da saúde são acompanhados por soldados, que podem protegê-los caso haja uma reação violenta dos grevistas.

Hoje, professores vestindo camisetas vermelhas se dispersaram após os disparos da polícia, que tentava impedir que eles bloqueassem um trecho de uma estrada, em Johanesburgo. Pelo menos um policial foi visto sendo retirado do local com a cabeça sangrando. Nomusa Cembi, porta-voz do Sindicato dos Professores Sul-Africanos, disse que seis professores ficaram feridos.

A greve, que não tem prazo para terminar, também está adiando julgamentos, pois os estenógrafos não estão trabalhando. Os sindicatos exigem um aumento de 8,6% nos salários e 1 mil rand (US$ 137) em subsídio para moradia. O governo oferece um aumento de 7% e 700 rand (US$ 96) para habitação. Em comunicado divulgado hoje, o governo disse que não pode arcar com gastos maiores do que oferece.

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