Greve em Israel por salários e contra cortes no orçamento

Trabalhadores israelenses realizaram hoje uma greve geral de três horas por melhores salários e como um alerta aos planos governamentais de reduzir o orçamento de 2003. A greve incluiu quase todo o setor público, além de fábricas e empresas privadas, principalmente os bancos. A rádio estatal permaneceu fora do ar durante toda a paralisação. Esta foi a primeira de uma série de protestos planejados pelos sindicatos israelenses. Segundo o porta-voz da federação sindical Histadrut, Avinoam Maguen, cerca de 1,5 milhão de trabalhadores participaram deste primeiro ato. A Bolsa de Tel Aviv permaneceu aberta e as transações cambiais não foram interrompidas. Já o atendimento ao público dos bancos não funcionou. Continuaram funcionando serviços hospitalares e de emergência. "Estamos realizando uma greve simbólica e depois daremos outra oportunidade para as conversações (com o Ministério das Finanças)", disse o presidente do Histadrut, Amir Peretz. "Se em algumas semanas não houver avanço, tomaremos medidas mais sérias a partir de 1º de setembro". Também hoje, uma importante empresa de alta tecnologia anunciou a demissão de 1.200 funcionários em Israel e nos Estados Unidos, em mais um exemplo da crise que assola o setor. A Comverse Tecnology Inc. enviou conselheiros para sua sede no subúrbio de Ramat Efal, em Tel Aviv, para ajudar os funcionários a lidar com a notícia. A companhia, com 18 anos de existência, desenvolve serviços para empresas de comunicação, como correio de voz mensagem de texto. No ano passado, a empresa demitiu 500 pessoas.

Agencia Estado,

12 Agosto 2002 | 14h40

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