Greve em La Paz leva a tumultos e cinco ficam feridos

Moradores furiosos e trabalhadores do setor dos transportes se apedrejaram e trocaram insultos nesta terça-feira em La Paz, quando a greve nos transportes públicos paralisou a capital boliviana pelo segundo dia seguido. A greve levou ao fechamento das escolas e obrigou os passageiros a caminharem por longas distâncias até o trabalho. A maioria dos confrontos aconteceram na estrada que liga La Paz à cidade operária de El Alto, disse o coronel José Camacho, chefe da polícia de trânsito em El Alto. Pelo menos cinco pessoas foram feridas a pedradas.

AE, Agência Estado

08 Maio 2012 | 16h41

Camacho disse que a violência começou quando grupos de moradores tentaram derrubar uma barricada formada na rodovia por trabalhadores em greve. "Ambos os grupos trocaram pedradas", afirmou. O ministro do Interior da Bolívia, Carlos Romero, disse que os manifestantes conseguiram montar barricadas em 40 pontos diferentes de La Paz, não apenas na rodovia para El Alto. A greve foi convocada contra uma nova lei que regulamenta o transporte público na capital boliviana, informa a agência France Presse (AFP).

Já os moradores que tentaram usar seus carros para ir trabalhar também foram barrados nos bloqueios pelos trabalhadores em greve. "Eles atacaram carros particulares", disse Arturo Quispe, presidente de uma federação de organizações de bairros.

A greve no transporte coletivo foi apenas a primeira de várias que estão programadas para os próximos dias na Bolívia, onde o governo do presidente Evo Morales enfrenta uma série de demandas de categorias profissionais e funcionários públicos. A Confederação dos Trabalhadores da Bolívia pediu por uma greve geral a partir da quarta-feira, defendendo amplos aumentos salariais. A greve geral terá duração de 72 horas.

As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
Bolívia greve Evo Morales El Alto política

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.