Greve em minas de platina na África do Sul causa mortes

Tentativas de retomar as operações em minas de platina atingidas por greves na África do Sul terminaram com um homem morto e seis feridos, que foram atacados a caminho do trabalho. Os ataques ocorreram no chamado cinturão de platina, a noroeste de Johannesburgo, depois de um fim de semana de violência perto de minas operadas pela Lonmin.

AE, Agência Estado

12 Maio 2014 | 16h17

Além desses casos, um homem e a esposa foram encontrados estrangulados em casa em Legalaopeng na tarde de domingo, enquanto um quarto trabalhador morreu após ter o corpo queimado durante o incêndio de sua cabana em Marikana, segundo o porta-voz da polícia local, o brigadeiro Thulani Ngubane. Ainda não está claro se o casal estrangulado tem relação com as minas de platina.

Livhuwani Mammburu, porta-voz do Sindicato Nacional de Mineradores, afirmou que os dois dias de violência significam um aumento da intimidação e dos ataques aos trabalhadores sindicalizados e alertou que a tensão pode crescer ainda mais.

Em 23 de janeiro, a Associação de Mineradores e da Construção, rival do Sindicato Nacional de Mineradores, lançou a greve em minas operadas pela Lonmin, pela Anglo American Platinum e pela Impala Platinum Holdings. Com as negociações para o fim da greve em um impasse, as mineradoras começaram a se comunicar diretamente com os 70 mil trabalhadores e os encorajaram a voltar ao trabalho.

As greves na mina da Lonmin em Marikana em 2012 provocaram violência e dezenas de vítimas, incluindo 34 pessoas mortas quando a polícia ateou fogo em um grupo de manifestantes. Até agora a greve custou às mineradoras cerca de US$ 1,7 bilhão em receita perdida, em um momento em que a África do Sul se esforça para combater o baixo crescimento econômico e o alto desemprego. Fonte: Dow Jones Newswires.

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