Manuel H. De León/Efe
Manuel H. De León/Efe

Greve geral deve afetar voos e serviços básicos na Espanha

Paralização limitará circulação de trens, metrôs e ônibus e reduzirá a operação de companhias aéreas nacionais e internacionais

Théa Rodrigues - Especial para o estadão.com.br,

28 Março 2012 | 19h37

BARCELONA - As manifestações programadas para a greve geral que acontecerá nesta quinta-feira, 29, afetarão os serviços básicos. Os trens, metrôs e ônibus ficarão paralisados em horários acordados com o governo. Além disso, aulas foram suspensas em algumas escolas e faculdades em todo o país.

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Também encontrará problemas quem pretende viajar dentro do país, pois apenas 10% dos voos interpeninsulares programados estarão em operação. Para as ilhas Baleares e Canárias serão mantidos 50% dos voos, enquanto para conexões com destino pertencente à União Europeia o serviço mínimo estabelecido será de 20%. Fora da UE, os traslados estarão operando com 40% da capacidade. 


Em Barcelona, desde a tarde de hoje, a polícia anti-distúrbios cercava os entornos da Praça Catalunha, que já foi palco de manifestações emblemáticas. Durante o último protesto realizado por estudantes na cidade, doze pessoas foram presas e nove ficaram levemente feridas.

A reforma do mercado laboral realizada pelo Governo é a mais recente de uma série de medidas de austeridade na tentativa de barrar o avanço da crise econômica. Uma das resoluções mais criticadas pela população é a que permite a empresas em queda de vendas de três meses consecutivos demitir funcionários com indenização reduzida. Segundo o decreto-lei, o trabalhador que for desligado da empresa receberá uma compensação de 20 dias por ano trabalhado. Antes, essa indenização era de 45 dias por ano trabalhado.

 

Cândido Méndez, secretário geral da UGT, considera a reforma laboral “lesiva” para os trabalhadores. Ele afirmou em ato público, quase 20 dias atrás, que não existe alternativa para os cidadãos senão a greve geral. Segundo ele, não se trata de uma confrontação ao governo, mas sim uma maneira de exercer um direito democrático diante do que ele definiu como “absoluta desconformidade”.

 

Segundo o jornal La Vanguardia, o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, assegurou que independentemente de que a greve geral se considere um êxito, "sem dúvida" não haverá modificações na reforma laboral.

 

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