Greve geral na Espanha bloqueia mercados e para serviços

Paralisação foi convocada contra a reforma das leis trabalhistas que o governo quer promover no pais

Efe

29 de setembro de 2010 | 00h37

Transportadoras foram impedidas de entregar produtos aos supermercados; manifestantes fizeram barricadas ateando fogo em pneus

 

 

MADRID, ESPANHA - A jornada de greve geral convocada na Espanha pelos principais sidicatos contra a reforma das leis trabalhistas promovida pelo governo começou na terça-feira, 28, com o bloqueio dos grandes mercados e várias paradas em setores industriais e de serviços.

De acordo com a informação facilitada pelo governo, as primeiras horas da greve se desenrolaram a respeito majoritário aos serviços mínimos sem incidentes de consideração.

Segundo as fontes sindicais, os piquetes de grevistas bloquearam o acesso dos caminhões aos grandes mercados das principais cidades da Espanha, entre elas Madrid, Barcelona, Sevilla e Valência.  

 

Em Mercamadrid, um dos maiores mercados de abastecimento do país, um piquete integrado por umas 600 pessoas paralisou a entrada dos caminhões. Em Barcelona, os piquetes formaram barricadas com pneus em chamas para impedir o acesso das transportadoras.

Sobre o segmento da greve, os sindicatos asseguram que a paralisação é total nas grandes fábricas do setor metalúrgico e nas principais obras de infraestrutura no turno da noite.

Fontes sindicais asseguram que a maioria dos trabalhadores do turno da noite das principais fábricas de automóveis seguem a greve geral, e que a atividade está paralisada.

O sindicato assegurou também que os serviços de limpeza pública de todas as capitais das províncias também estão paralisados desde as 23h horas de terça-feira, e a 'imensa maioria' dos trabalhadores se juntaram a greve geral.

O setor de transporte segundo o governo, três ônibus urbanos foram apedrejados na cidade de Valência, leste da Espanha e na província de Almeria, no sul, está sem comboios de longa distância.

No metro de Madrid, circularam 95 por cento dos trens, respeitando o tráfego de um dia de trabalho normal.

 

  

No caso dos ônibus públicos da capital espanhola, segundo a empresa que administra este serviço, foram cumprido os serviços mínimos, de 20 por cento, e as 24 linhas de ônibus noturnas, foram iniciadas sua atividade com normalidade.

Sobre os meios de comunicação, as televisões regionais, como a Telemadrid, suspenderam o seu sinal pouco depois da meia-noite e outras como a TV3, em Catalunha, e Canal Sul, em Andalucia, sofreram cortes de sua programação, que será alterada durante toda a jornada de greve.

Todos os jornais editados em Madrid saíram às ruas com um número de páginas muito reduzido. Assim, El País e La Razón só tiveram 32 das 40 páginas do diário El Mundo e as 48 do ABC.

 

 

 

Assim mesmo, a distribuição das primeiras edições da imprensa escrita experimentaram complicações durante as primeiras horas da greve geral.

Entre os sucessos mais significantes, em Madrid uma mulher que formava parte de um piquete de grevistas foi atropelada por um furgão nas primeiras horas da noite, por uma porta de saída de uma distribuidora de vários jornais.

 

 

Sistema de transportes em Madrid funcionou com capacidade reduzida

 

Em Ciudad Real, no sul de Madrid, outra pessoa ficou ferida na perna quando ia entregar um panfleto ao condutor de um furgão e em Barcelona outra sofreu ferimentos num supermercado da cidade.

A greve geral, convocada pelos sindicatos Comissões Obreiras (CCOO) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), é a sétima que acontece na Espanha desde que o país recuperou o sistema democrático em 1977.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.