Greve geral na Espanha registra poucos incidentes

Uma greve geral nacional teve início na manhã desta quinta-feira na Espanha. Fábricas permaneceram fechadas em todo o país, embora os níveis de atividade pareçam normais nas maiores cidades.

AE, Agência Estado

29 de março de 2012 | 09h12

A greve, convocada pelos dois maiores sindicatos espanhóis, é o primeiro desafio às medidas de austeridade e reformas do primeiro-ministro Mariano Rajoy. A medida atraiu o apoio do Partido Socialista, que esteve no poder até dezembro e representa a maior oposição no Parlamento, e também do bloco Esquerda Unida.

Nas ruas do centro de Madri havia um pouco mais de trânsito do que o normal, já que mais pessoas usaram seus carros para ir para o trabalho. O governo regional da capital entrou num acordo com as operadores de transporte público para que operassem com no mínimo 30% de sua capacidade.

Na estação de metrô e trem Sol havia menos atividade do que de costume. Lidia Castillo, garçonete de um restaurante próximo, disse que havia menos pessoas do que o normal no trem, que a trouxe do subúrbio de Villaverde. Segundo ela, os trens passam em intervalos de 20 a 30 minutos, em vez dos 10 a 15 minutos habituais.

As ruas próximas à Praça do Sol, na região central, estavam cheias de folhetos espalhados e as frentes das lojas estavam cheias de adesivos nos quais se lia "Estamos em greve!" e "Eles querem tirar nossos direitos!" A rua Carrera San Jeronimo estava cheia de lixo, garrafas de cerveja e os restos de uma pequena fogueira que um grupo de manifestantes acendeu durante a madrugada.

Grupos de manifestantes pacíficos apitavam e agitavam bandeiras.

Em outras partes de Madri, seis policiais ficaram levemente feridos em confrontos com grupos sindicais e manifestantes contrários às políticas de austeridade, informou um porta-voz do Ministério do Interior. Manifestantes bloquearam estrada na Catalunha e em Valência, no leste do país, e fecharam parques industriais em Zaragoza, no norte, de acordo com uma associação de empresas de transporte.

A lei de reforma trabalhista tem como objetivo tornar mais fácil para as empresas demitir e contratar funcionários e é vista pelo governo com uma forma de reduzir a taxa de desemprego no país, que é de 23% e a maior da zona do euro. O projeto foi saudado por autoridades da União Europeia. O governo espanhol diz que se trata do mais importante projeto aprovado neste ano, mas os sindicatos afirmam que ela vai resultar numa taxa de desemprego ainda maior. As informações são da Dow Jones.

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