Greve intensifica tensão política na Bolívia

A tensão política na Bolívia se intensificou com a uma greve do transporte público na capital, La Paz, cenário pelo quarto dia consecutivo de protestos contra o governo. Mais de 50 pessoas já foram presas. Nesse clima, a Igreja Católica, a Defensoria do Povo e uma organização de direitos humanos pediram aos sindicatos e aos setores em conflito que iniciem um diálogo com o governo do presidente Carlos Mesa, ausente do país até sexta-feira em uma visita à Argentina. Os diversos setores que se uniram nos protestos - trabalhadores dos transportes, universitários, pequenos comerciantes -, além de suas exigências setoriais, também protestam contra o contrato de venda de gás para a Argentina, assinado por Mesa em Buenos Aires na quarta-feira, por considerarem que ele beneficia as transnacionais, e que o gás será desviado para o Chile.A greve no transporte público, convocada devido a um aumento de menos de 1% nos combustíveis, não conseguiu paralisar as atividades - mesmo em La Paz, onde piquetes tentaram bloquear as ruas principais e milhares de manifestantes marcharam pelo centro.

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