Greve na França prejudica motoristas no feriado escolar

Os franceses enfrentam neste sábado mais atrasos de trens e falta de gasolina, com a greve geral contra o plano de reforma da aposentadoria entrando em seu 20º dia. O governo contava que o longo feriado escolar de outono, de duas semanas de duração, fosse diminuir a força do movimento, mas longas filas de carros formavam-se em postos de combustível do país.

AE-AP, Agência Estado

23 de outubro de 2010 | 13h43

O ministro do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo, insistiu que o problema da falta de gasolina está menos grave, mas admitiu que é possível que leve um tempo para que o abastecimento se normalize. Houve um momento em que até um terço dos postos estiveram fechados. "Nos últimos quatro dias, vimos uma melhora dia após dia", disse Borloo, em entrevista coletiva concedida hoje. Segundo ele, apenas sete dos 100 departamentos da França ainda eram afetados pelo desabastecimento, a maior parte deles no oeste e ao redor de Paris, onde 30% dos postos seguem fechados.

Enquanto isso, os serviços do Eurostar e do TGV, o trem de alta velocidade, estavam normais, mas os trens regulares ligando cidades do interior e as linhas da região metropolitana de Paris ainda eram afetadas; em alguns trechos as operações estavam reduzidas à metade.

Líderes sindicais agendaram mais paralisações nacionais e manifestações para a próxima terça-feira e para 6 de novembro.

Em sessão tensa ontem, o Senado francês aprovou, por 177 votos contra 153, o projeto de reforma da previdência, que eleva de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria e que deverá receber aprovação formal final na semana que vem por ambas as casas do Parlamento.

O presidente conservador Nicolas Sarkozy insiste que não tem escolha a não ser reformar o deficitário sistema de aposentadoria. A elevação da idade mínima, segundo ele, é vital para garantir que as gerações futuras recebam o benefício.

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