Greve no Chile afeta saúde, educação e serviço de lixo

Hospitais e escritórios públicos atenderam apenas as emergências hoje no Chile, no início de uma greve nacional dos funcionários públicos, que pedem um aumento salarial de pelo menos 8%. As autoridades disseram que estão abertas ao diálogo com os grevistas e oferecem aumento de 6,5%, mas uma nova oferta poderá ser feita. "O governo segue com o diálogo e quer fazer uma nova oferta. Esperamos que tudo isso seja solucionado em breve", disse o porta-voz do governo Francisco Vidal à rádio Cooperativa. Além da greve no setor de saúde e nos escritórios públicos, houve paralisação dos professores nas escolas municipais de Santiago e os catadores de lixo aderiram ao movimento. A presidente chilena, Michelle Bachelet, suspendeu uma viagem que faria hoje ao sul do país e teve uma reunião com o ministro da Fazenda, Andrés Velasco, e com o presidente do Banco Central do Chile, José de Gregorio, para analisar a situação econômica do país. O governo disse que nos postos de saúde a adesão à greve foi de 70% e nos hospitais de 50%. Os sindicatos afirmam que a greve teve adesão total no sistema público de saúde.O ministro do Trabalho do Chile, Mauricio Jélvez, afirmou que a demanda do funcionalismo público "não se ajusta à realidade econômica do país" e que os aumentos pretendidos pelos servidores, se concedidos, aumentariam as pressões inflacionárias.

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