Siphiwe Sibeko/Reuters
Siphiwe Sibeko/Reuters

Greve para 7 minas de platina e ouro na África do Sul

Mineradora britânica suspende explorações em mina, resultando na perda de 1,2 mil empregos

AE, Agência Estado

17 de setembro de 2012 | 15h21

MARIKANA - A mineradora britânica Lonmin Plc anunciou nesta segunda-feira que suspendeu a exploração de uma nova mina na África do Sul, o que significará a perda de 1.200 empregos, no momento em que a sangrenta greve dos mineiros sul-africanos entra na quinta semana. A greve, que deixou pelo menos 45 pessoas mortas, 34 das quais abatidas a tiros pela polícia em meados de agosto, suspendeu os trabalhos em sete minas de ouro e platina na África do Sul, informou a agência de notícias do governo South African Press Association.

Nesta segunda-feira, a polícia impediu que o político dissidente Julius Malema fizesse um discurso a três mil mineiros em greve em um estádio em Marikana, perto de Johannesburgo, onde fica a mina de platina da Lonmin e onde teve início a paralisação. "Você está preso" disse um policial a Malema, que no entanto recebeu 20 minutos para deixar o local e não ir para a cadeira. O político obedeceu e foi embora, sob protestos: "Porque vocês estão me perseguindo? Vocês vão atirar em mim?" perguntou aos policiais antes de sair com seus partidários.

Malena foi expulso do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), do presidente Jacob Zuma, em abril, acusado de provocar a "desunião" no grupo. Ele tem defendido uma greve nacional dos mineiros.

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