Greve pode afetar exportações de petróleo na Venezuela

As exportações de petróleo da Venezuela, um dos cinco maiores exportadores mundiais do produto, poderão ser afetadas se a greve geral nacional marcada para segunda-feira durar mais que alguns dias, disse Juán Fernández, alto executivo da Petróleos de Venezuela SA (PdVSA). "Quanto mais tempo durar o movimento, maior a possibilidade de interrupções", disse ele em entrevista à Dow Jones. Se o governo tentar mandar pessoas de fora da empresa para substituir os grevistas da PdVSA, os gerentes não terão escolha, a não ser fechar as unidades, acrescentou.O governo disse que iria pôr em prática "planos emergenciais" para evitar interrupções. Fernández concordou que o governo está mais bem preparado agora do que estava em abril, quando uma ação similar provocou a paralisação da produção e da exportação do petróleo. Hugo Chávez foi brevemente deposto e Fernández foi um dos executivos que lideraram o fechamento em abril.Os organizadores disseram que o movimento vai começar às 6h locais (8h de Brasília), mas ainda não informaram quanto vai durar. Alguns falaram em 72 horas, outros que o protesto seguiria até a renúncia de Chávez. Analistas dizem que a adesão dos petroleiros à greve terá um impacto importante sobre seu resultado, dado que a Venezuela depende do petróleo para 75% de suas exportações, metade da receita do governo e um terço do PIB.Líderes da oposição convocaram a greve exigindo a renúncia de Chávez ou a aceitação imediata de um referendo sobre sua liderança. Chávez argumenta que a constituição não o obriga a aceitar os resultados de nenhum referendo promovido antes de agosto de 2003, metade de seu mandato.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.