Greve prossegue na França com adesão de estudantes

Paralisação nacional contra o projeto de lei de reforma do sistema previdenciário entra no 3º dia

Agência Estado e Associated Press

14 de outubro de 2010 | 15h35

Estudantes protestam contra a reforma de pensões em Paris.

 

PARIS - Estudantes franceses intensificaram os bloqueios as escolas secundárias e universidades nesta quinta-feira, 14, em um terceiro dia seguido de greve nacional contra o projeto de lei de reforma do sistema previdenciário.

 

Segundo o Ministério da Educação, pelo menos 345 escolas do ensino secundário, ou 8% do total, foram cercadas por piquetes de estudantes e não abriram, acima das 135 que ficaram fechadas por manifestantes na quarta. A Universidade de Rennes-2, no oeste francês, também foi fechada por "razões de segurança" em meio a protestos estudantis, informou a reitoria da universidade.

 

A greve também prosseguiu nos transportes públicos e nas refinarias estatais. As seis refinarias da petrolífera estatal Total continuam paralisadas e 20% dos empregados do sistema ferroviário nacional não trabalharam hoje, informou a operadora estatal Société Nationale des Chemins de fer Français (SNCF).

 

Embora muitos dos trabalhadores do transporte coletivo de Paris tenham voltado ao serviço hoje, a greve prossegue no sistema ferroviário nacional, informou a SNCF. Houve interrupções no serviços dos trens TGV de alta velocidade. Líderes sindicais afirmam que continuarão com as greves e protestos até o governo do presidente Nicolas Sarkozy retirar o projeto de lei, que deveria ser votado no Senado na última sexta-feira.

 

A votação foi adiada para meados da próxima semana, para debater algumas das 820 emendas propostas pela oposição socialista. Sarkozy disse que não irá alterar o projeto, que prevê o aumento da idade para aposentadoria dos 60 para 62 anos.

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