Greves chegam ao fim na França

Centrais sindicais decidiram pelas paralisações em protesto contra a reforma da previdência

Associated Press

29 de outubro de 2010 | 13h43

PARIS - As uniões de sindicatos da França informaram nesta sexta-feira, 29, que ficou decidido por meio de votação que as greves em todas as refinarias e portos do país estão acabadas. As paralisações das últimas semanas eram um protesto contra a reforma da previdência desejada pelo governo do presidente Nicolas Sarkozy.

 

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A CFDT informou que os funcionários das últimas quatro refinarias que permaneciam paralisadas retornaram às suas atividades. Houve um momento durante as greves no qual todas as 12 refinarias de petróleo da França foram bloqueadas ou paralisadas.

 

A CGT, por sua vez, anunciou que os trabalhadores dos portos de Marselha e Le Favre votaram pelo fim das greves. Em Marselha, o porto ficou sem atividades por semanas. Cerca de 80 navios cargueiros ficaram à espera do retorno dos trabalhos para descarregar.

 

As greves organizadas em reação à lei causaram sérios problemas de abastecimento de combustíveis devido ao bloqueio em refinarias. Os setores de transporte - aviação, ferrovias e ônibus - e de coleta de lixo também foram afetados.

 

Os sindicatos contam, além disso, com a mobilização dos estudantes tanto universitários quanto colegiais, muito ativos no apoio à greve nos últimos dias.

 

Entre outras medidas, as reformas ampliam de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria.

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