Greves contra Mubarak aumentam e paralisam o transporte público

62 mil trabalhadorescruzam os braços; advogados e médicos saem às ruas contra o ditador

estadão.com.br

10 de fevereiro de 2011 | 09h31

CAIRO - As manifestações pela renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak, chegaram ao 17º dia com um recrudescimento das greves contra o regime. Cerca de 62 mil motoristas de ônibus e outros trabalhadores do transporte público cruzaram os braços. Outros setores, como a indústria têxtil, farmacêutica e a metalúrgica, estão parcialmente paralisados.

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Profissionais com nível superior também saíram às ruas contra o ditador. Médicos e advogados marcharam no Cairo cantando "Se juntem a nós, egípcios" e "Mubarak, você era um piloto. Como Arranjou US$ 70 bi", em referência à fortuna pessoal do ditador, ex-membro da Força Aérea. "Queremos que ele seja julgado por corrupção", disse Mohammed Zarie, um dos advogados que protestavam.

 

As greves ganharam força apesar das ameaças do vice-presidente Omar Suleiman. "Será um perigo muito grande para a sociedade (as greves). Não podemos permitir isto", disse na quarta-feira.

 

Há temores sobre possíveis prejuízos causados pelas greves no Canal de Suez, rota estratégica ligando o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, por onde passa boa parte do petróleo produzido no Oriente Médio. Milhares de pessoas são esperadas hoje na Praça Tahrir, no centro do Cairo, para mais um dia de protestos contra o governo do Egito.

Com AP e Reuters

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