Greves custam até 400 milhões de euros por dia à França

Paralisações atrapalham recuperação econômica do país, diz ministra das Finanças

BBC

25 de outubro de 2010 | 10h02

Grevistam acampam em frente ao centro de incineração de Ivry-sur-Seine.

 

PARIS - As greves contra a reforma da previdência na França, que paralisam serviços de trens, ônibus e abastecimento, entre outros, custam entre 200 e 400 milhões de euros por dia ao país, informou nesta segunda-feira, 25, Christine Lagarde, ministra de Finanças francesa. Segundo ela, As paralisações ameaçam a recuperação econômica do país.

 

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O Parlamento trabalha para unificar as propostas da Câmara e do Senado, o que deve ocorrer até a quarta-feira. Uma das medidas das novas leis é o aumento da idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos. Novos protestos foram convocados para a quinta-feira.

 

Os trabalhadores, porém, seguem com a greve geral que provoca caos no país, principalmente por conta da falta de combustível nos postos. As 12 refinarias do país continuam paralisadas, embora a greve deva acabar em duas delas.

 

A ministra disse que a escassez de combustíveis e os protestos estavam causando danos à economia francesa. "Hoje, não deveríamos piorar o processo de recuperação com campanhas que são dolorosas para a economia francesa e muito piores para um certo número de pequenos e médios empresários", disse Christine.

 

Segundo a união dos importadores de petróleo, um em cada três postos de combustíveis sofre com a escassez. As autoridades trabalham para reabrir os depósitos de combustíveis. Nesta segunda, trabalhadores portuários conseguiram novamente o controle do maior depósito do país, o de Fos-sur-Mer, no sul da França.

 

A greve no porto de Marselha entrou em seu 30º dia. Cerca de 70 navios permanecem inativos. Além disso, a cidade sofre com a falta de coleta de lixo por conta da greve dos servidores públicos. O problema se espalhou para outras cidades da França, já que o maior centro de incineração de lixo, em Ivry-sur-Seine, está parado há três dias.

 

Estudantes devem realizar novas manifestações nesta terça. As uniões dos sindicatos adiantaram que no dia 28 e no dia 6 haverá novas manifestações caso o presidente Nicolas Sarkozy não revogue a lei ou não abra negociações com os trabalhadores.

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