Greves em minas de ouro sul-africanas prosseguirão

Negociações entre os três maiores produtores de ouro da África do Sul e os sindicatos que representam os mineiros em greve fracassaram nesta segunda-feira. A Câmara das Minas, que representa a Gold Fields Ltd., a AngloGold Ashanti Ltd. e a Harmony Gold Mining Co Ltd., afirmou que os trabalhadores não chegaram a um consenso sobre o pacote de aumentos salariais propostos.

AE, Agência Estado

15 de outubro de 2012 | 11h53

As paralisações fecharam todas as sete minas da AngloGold na África do Sul, que respondem por cerca de um terço da produção total da companhia. Duas minas da Gold Fields e uma operada pela Harmony também foram afetadas.

"Os sindicatos indicaram que foram variadas as reações às propostas da Câmara, e que não podem confirmar o retorno ao trabalho", disseram os patrões em comunicado. "Em resposta, a Câmara indicou que não está em posição de fazer novas propostas e que agora explorará novos caminhos para trazer a indústria de ouro de volta à normalidade."

Enquanto isso, o Sindicato Sul-africano de Trabalhadores Municipais, que representa 190 mil pessoas em todo o país, ameaça entrar em greve nesta semana se suas exigências não forem acatadas. Atualmente, cerca de 10 mil membros do sindicato estão em greve em duas províncias do norte do país, bem como 1 mil motoristas de ônibus em Johanesburgo. As informações são da Dow Jones.

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