Greves paralisam Áustria, França e Itália

Uma série de greves na Áustria, na França e na Itália levaram ao cancelamento de vôos e ao caos no trânsito nesses países. O setor mais afetado foi o dos transportes. Além de vôos, as greves paralisaram o transporte público na França e na Áustria, onde os trabalhadores protestam contra as novas medidas relacionadas aos benefícios sociais nessas nações.Na Itália, a empresa nacional de aviação Alitalia cancelou 200 vôos. Os funcionários estão em greve em protesto contra a medida da empresa de reduzir o número de tripulantes nos vôos. A greve na Áustria é descrita como a maior desde a Segunda Guerra Mundial. As paralisações resultaram em cerca de 320 quilômetros de engarrafamentos nas vias de acesso a Paris. Duas das três companhias de trem que servem a capital francesa não funcionaram nesta terça-feira. Com a greve dos profissionais do setor francês de aviação, a British Airways cancelou 90 dos 120 vôos para a França. A empresa alemã Lufthansa também cancelou 97 dos 139 vôos entre a Alemanha e a França. Outros setores também foram afetados pela greve geral francesa. Metade dos ônibus parienses não deixou as garagens e muitos jornais não chegaram às bancas devido a greve dos jornalistas.Muitos alunos ficaram sem aulas, na décima greve desde o início do ano letivo no país, em setembro do ano passado. Na tarde desta terça-feira, manifestantes tomaram às ruas de diferentes pontos do país em defesa dos pensionistas. Dezenas de milhares de pessoas participaram dos protestos contra as novas medidas do governo nas cidades de Marselha, Lyon e na capital, Paris. Reformas da previdênciaO gabinete francês aprovou na semana passada as reformas que vão obrigar os servidores públicos a trabalhar por 40 anos para ter direito a pensão integral. No momento, a pensão integral pode ser obtida após 37 anos e meio de trabalho.O primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin declarou que deseja ver as mudanças aprovadas pelo Parlamento antes do recesso de verão. O objetivo das reformas, segundo ele, é evitar um possível colapso do atual sistema de pensões.Raffarin já conseguiu o apoio da segunda maior central sindical do país para realizar as mudanças.Na Áustria, o plano do governo era aumentar o tempo de serviço de 40 para 45 anos, mas as negociações entre governo, partidos políticos, sindicalistas e líderes empresariais falharam na semana passada. As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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