Philippe Huguen / AFP
Philippe Huguen / AFP

Grevistas protestam e aumentam caos no porto de Calais

Grevistas atearam fogo em pneus e bloquearam a principal rota de acesso ao porto, causando congestionamentos

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 20h18

CALAIS - Cerca de uma dúzia de funcionários em greve da empresa de transportes MyFerryLink atearam fogo nesta sexta-feira, 31, em barricadas, causando um bloqueio na rota que dá acesso ao porto de Calais, na França, enquanto centenas de imigrantes faziam novas tentativas de chegar à Grã-Bretanha. 

Os grevistas queimaram pneus ao longo da estrada principal que leva ao porto por volta do meio-dia, como parte de uma revolta pela demissão de 600 pessoas após a venda da empresa. O fogo criou uma enorme nuvem de fumaça preta sobre a cidade, levando a situação ao caos.

A polícia fechou uma grande parte da estrada, o que causou um grande congestionamento na região. Longas filas de carros e caminhões se estendiam por quilômetros.

Os funcionários haviam ameaçado continuar com os protestos na quarta-feira após bloquearem o porto por dois dias, forçando o fechamento da túnel que liga a França à Grã-Bretanha por várias horas. Essa é a segunda vez que os grevistas bloqueiam o túnel em menos de uma semana, dificultando a situação de empresas transportadoras e turistas.

Mais ações haviam sido planejadas, segundo o sindicalista do conselho da MyFerryLink Eric Vercoutre. Os funcionários tentam impedir as demissões na empresa depois que ela foi vendida para uma companhia dinamarquesa no começo de julho. Anteriormente, ela era administrada pela concessionária do túnel sob o Canal da Mancha, a Eurotunnel.

“Queremos fazer com que os governos francês, britânico e belga entendam que se não for encontrada uma solução que mantenha os 600 postos de trabalho, haverá muitas consequências”, disse Vercoutre. “Quando as mobilizações ganharem força, vamos bloquear tudo, o que pode interromper a passagem no Eurotúnel”, alertou.

A Eurotunnel publicou em seu site oficial que “o serviço de passageiros está temporariamente suspenso em razão de uma violação dos limites das fronteiras”

O porto de Calais é um atrativo para imigrantes, que o utilizam como ponto de acesso à Grã-Bretanha. Grande parte deles vêm da África, do Oriente Médio e do sul da Ásia. Uma greve promovida por 400 funcionários na semana passada causou grandes engarrafamentos com veículos pesados. /REUTERS

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