Gripe suína é menos perigosa que se imagina, diz estudo

O surto de gripe A H1N1 parece ser menos perigoso do que se esperava anteriormente. Esta é a conclusão de um novo estudo realizado por especialistas em saúde dos Estados Unidos. Eles descobriram que houve menos internações ou complicações graves do que se esperava por causa do vírus.

AE, Agencia Estado

08 de dezembro de 2009 | 19h58

O estudo, patrocinado por britânicos e norte-americanos, foi realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, e publicado na edição online do jornal PLoS Medicine, diz que a pandemia de gripe suína parece muito mais "branda" do que se esperava.

"Nosso trabalho mostra que a gravidade da gripe A H1N1 pode ser menor do que se acreditava inicialmente", disse Marc Lipsitch, professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard e principal autor do estudo.

Mas ele lembrou que continua sendo importante a vacinação contra o vírus da gripe suína. "Trata-se de uma doença séria", disse Lipsitch. "O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e outras instituições mostraram que certos grupos de algum risco, incluindo mulheres grávidas, pessoas com asma e pessoas com sistema imunológico comprometido, devem ser vacinadas e devem buscar tratamento rapidamente se suspeitarem que contraíram o A H1N1", insistiu.

"Mesmo para pessoas fora desses grupos de alto risco, a vacinação é uma maneira importante de reduzir o risco do que pode ser uma doença grave".

A Organização Mundial da Saúde registrou cerca de 209 mil casos, confirmados em laboratório, e mais de 3.205 mortes em todo o mundo, embora funcionários de saúde digam que provavelmente existam muitos casos não contabilizados.

Se o vírus não sofrer mutações e se tornar uma doença mais letal, pesquisadores estimam que o surto de outono-inverno (no hemisfério norte) vai provavelmente resultar em um número muito menor de mortes do que as 36 mil estimadas durante uma temporada de gripe.

O estudo foi financiado conjuntamente pelo Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha, a agência britânica de Proteção à Saúde, pelo Instituto de Saúde Nacional dos Estados Unidos e pelo Departamento de Segurança Interna norte-americano.

As informações são da Dow Jones.

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