Gripe suína: OMS minimiza possível aumento do alerta

O aumento do nível de alerta sobre a gripe suína para pandemia - epidemia generalizada -, decisão que pode ser tomada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), não seria "o fim do mundo", afirmou hoje a chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, em uma entrevista publicada pelo jornal espanhol "El País". "A fase 6 (pandemia) não significa, absolutamente, que estamos nos aproximando do fim do mundo", disse ela. "É importante deixar claro esse ponto ou, se anunciarmos o nível 6, causaremos uma onda de pânico desnecessária."

AE, Agencia Estado

04 de maio de 2009 | 11h00

Margaret explicou que a fase 6 "não significa que todos os países serão afetados ao mesmo tempo, nem que todas as pessoas doentes irão morrer". Deixou claro, ainda, que o aumento no alerta não significa que "todos serão infectados" nos países atingidos pelo vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou na semana passada para 5 o nível de alerta para uma pandemia do vírus A H1N1, em uma escala de 1 a 6. O nível 5 significa que uma pandemia é "iminente". Margaret avaliou que "ainda estamos em uma fase muito inicial dessa nova doença" e que "nossa obrigação é permanecer atentos, manter nossos olhos abertos e não deixar nada escapar".

A chefe da OMS defendeu a decisão tomada na sexta-feira, por autoridades em Hong Kong, de fechar um hotel e colocar aproximadamente 300 pessoas em quarentena, após um hóspede mexicano testar positivo para influenza A H1N1. A doença, até então conhecida como gripe suína, foi renomeada na semana passada pela OMS. "Hong Kong é uma comunidade com uma densidade populacional muito grande, é um foco de comunicações internacional", apontou ela, acrescentando que a decisão foi "rápida e adequada, dadas as características da cidade". As informações são da Dow Jones.

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