Gripe suína: OMS não recomenda restrição de viagens

Apesar de ter exortado os países a intensificarem imediatamente seus alertas para o vírus da gripe suína, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não recomenda a imposição de restrições às viagens e à circulação de bens e serviços entre as nações. No entanto, a entidade reconhece que a rápida disseminação da doença foi estimulada pela facilidade das viagens internacionais do mundo moderno.

AE, Agencia Estado

29 de abril de 2009 | 19h37

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, fez um apelo para que as pessoas tomem cuidados particulares com a higiene individual, como por exemplo, evitar dar beijo de cumprimento. "Este é um bom exemplo, digamos, para continuarmos nossa rotina normal, mas praticando boa higiene", afirmou. Ela também reiterou a posição do órgão de que não há risco em consumir carne suína. "Não há motivo para as pessoas que amam carne suína parem de consumi-la. Coma seu alimento e o cozinhe bem."

O doutor Keiji Fukuda, diretor geral assistente para segurança em saúde da OMS, disse que a gripe suína ainda não constitui uma pandemia, mas a doença está se movendo nessa direção à medida que cresce o número de casos. "Acreditamos que estamos no processo para nos movermos para aquela direção, mas ainda precisamos ver se as evidências estão lá", disse Fukuda.

O México e os Estados Unidos são os países mais atingidos pelo surto da doença, com 114 casos confirmados pelos laboratórios, de acordo com a OMS, com a severidade da doença variando amplamente. Até agora, oito pessoas morreram em razão da enfermidade, sete no México e um bebê nos EUA. As informações são da Dow Jones.

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