Grupo acusado por ataques na Índia nega vínculo com Al-Qaeda

Lashkar-e-Taiba nega envolvimento em Mumbai e promete continuar luta contra ocupação indiana na Caxemira;

Efe,

16 de dezembro de 2008 | 11h33

O grupo acusado pela Índia de realizar os ataques terroristas de Mumbai, Lashkar-e-Taiba (LeT), negou nesta terça-feira, 16, ter ligações com a rede terrorista Al-Qaeda ou com o Taleban e afirmou que prosseguirá em sua luta armada contra a presença indiana na Caxemira. Em comunicado divulgado pela agência indiana Ians, o porta-voz do LeT, Abdullah Ghaznavi, disse que o grupo tem "sua própria agenda para libertar a Caxemira da ocupação indiana, e esta é uma causa legítima". "O Comitê de Sanções do Conselho de Segurança (da ONU) foi constituído sob a resolução 1.267, que inclui apenas os sujeitos ou entidades associadas com os taleban e a Al-Qaeda, mas o LeT não tem relações com nenhuma destas organizações", declarou. Este comitê controla a imposição de sanções, que incluem o congelamento de ativos financeiros, a proibição de viajar e o embargo de armas a indivíduos e grupos incorporados a uma lista que se atualiza regularmente. O LeT, que já negou seu envolvimento nos atentados do final de novembro em Mumbai, disse que a decisão da ONU de o incluir em sua lista negra "não faz menção aos ataques de Mumbai". "Não se deve assumir que o Conselho de Segurança atuasse contra o LeT por causa dos ataques de Mumbai", declarou o porta-voz. O grupo islâmico, que luta pela anexação da Caxemira indiana ao Paquistão, afirmou que a ONU tirou de sua lista negra vários sujeitos e entidades no passado e expressou seu desejo de que o Conselho de Segurança "estude o caso com atenção e sem nenhum tipo de chantagem emocional por parte da Índia". "O LeT quer mais uma vez assegurar à comunidade internacional que nossa luta apenas está confinada à Caxemira e que estamos lutando apenas contra as Forças Armadas indianas. A propaganda do Governo indiano de que temos alvos 'globais' não têm fundamento", afirmou. O comunicado coincidiu com declarações do ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, que disse que o massacre de Mumbai "não tem relação alguma" com as relações entre Índia e Paquistão nem com a disputa entre os dois Estados pela Caxemira. "Não é uma questão caxemiriana. É parte da ação e da guerra global contra o terrorismo", afirmou em entrevista coletiva Mukherjee, apesar de o governo responsabilizar o LeT pelos atentados.

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