Grupo admite morte de líder da guerrilha paraguaia

Um comunicado atribuído ao grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) ameaçou hoje "fazer justiça" contra quatro civis considerados "objetivos militares", aos quais acusa de serem informantes da polícia no norte do país. O EPP admite que as forças de segurança do governo paraguaio mataram um líder da guerrilha, o "comandante Aníbal", no dia 24 de setembro. O comunicado foi enviado ao correio eletrônico da emissora de rádio Ñandutí, em Assunção.

AE-AP, Agência Estado

18 de outubro de 2010 | 15h52

"Com profundo pesar informamos ao povo paraguaio que em 24 de setembro caiu em combate nosso heroico e valente comandante Aníbal, exemplo de luta e entrega, que foi executado pelas balas assassinas e covardes do governo de Fernando Lugo e Rafael Filizzola (ministro do Interior), títeres dos ianques e executores do Plano Colômbia", segundo o texto.

O EPP afirma que identificou os informantes que "com o dinheiro sujo, entregaram nossos companheiros. Por isso, eles passaram a ser um objetivo militar e é obrigação de cada combatente fazer justiça em qualquer circunstância". Os supostos delatores teriam entregue informações às forças policiais no departamento (Estado) de Canindeyú, para receber uma recompensa de US$ 20 mil oferecida pelo Ministério do Interior. Filizzola negou que os quatro civis ameaçados pelo EPP sejam informantes, mas afirmou que o governo protegerá a integridade de todos.

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