Grupo alista civis à força no Sri Lanka, mostra vídeo

Imagens feitas pelo Exército de Libertação dos Tigres do Tâmil Eelam (LTTE) mostram seus integrantes forçando civis a colaborarem com seus esforços de guerra, além de um insurgente em roupas civis disparando uma arma de fogo. O governo disse que as imagens, colocadas no site do Ministério da Defesa, provam que os rebeldes vêm colocando os civis na linha de fogo e que deixaram seus uniformes militares para serem confundidos com não-combatentes caso sejam mortos.

AE-AP, Agencia Estado

07 de maio de 2009 | 10h03

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado no mês passado diz que cerca de 6.500 civis foram mortos em três meses de confrontos neste ano e autoridades de saúde disseram que muitos mais foram mortos desde então. O governo tem sofrido fortes pressões diplomáticas para interromper temporariamente a ofensiva com o objetivo de permitir que cerca de 50 mil civis fujam da zona de guerra. Mas o governo recusa-se a tomar tal medida, afirmando que está perto de vencer os rebeldes e que uma pausa permitiria que eles se reagrupassem.

Autoridades também negam os relatos sobre a grande quantidade de civis mortos e acusam os rebeldes de manter os civis como escudos humanos. O vídeo mostra um homem, aparentemente um combatente do LTTE, usando uma camisa branca com botões, disparando com uma arma pesada montada sobre um veículo blindado. Outras pessoas, também em trajes civis, o ajudam com a manobra. De acordo com o governo, suas tropas capturaram o veículo, mataram todos os combatentes nas proximidades de vila de Mulliavaikkal e recolheram a fita de vídeo.

O vídeo também mostra homens em roupas civis camuflando o veículo blindado com galhos e uma fila de pessoas carregando enxadas e andando atrás de um combatente rebelde. Segundo o governo, elas eram levadas para cavar trincheiras e erguer fortificações. O porta-voz do Ministério da Defesa, Keheliya Rambukwella, disse que as imagens respaldam as afirmações de que os rebeldes tentam desacreditar o governo ao fazer parecer que muitos civis inocentes foram mortos.

O presidente cingalês, Mahinda Rajapaksa, disse a diplomatas estrangeiros hoje que um cessar-fogo com o LTTE seria inútil e prometeu lutar e destruir o grupo. Segundo Rajapaksa, os rebeldes compreendem apenas a "linguagem do terror" e por isso o governo deve confrontá-los com forma militar. As informações constam de uma cópia de um discurso do presidente, divulgada por seus assessores.

Tudo o que sabemos sobre:
Sri Lankaviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.