Grupo anarquista italiano assume envio de pacote-bomba

A polícia italiana confirmou hoje que existe uma ligação entre anarquistas italianos e gregos, ao anunciar que o grupo italiano que enviou pacotes-bomba a três embaixadas em Roma respondia a um apelo feito por um movimento congênere grego para desfechar ataques armados. A Federação Informal Anarquista (Federazione Anarchica Informale, em italiano), o grupo que assumiu ter enviado bombas pelo correio às embaixadas do Chile e da Suíça na semana passada, também enviou um pacote-bomba que foi descoberto ontem na Embaixada da Grécia, disse o coronel Maurizio Mezzavilla, dos Carabinieri (polícia paramilitar).

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2010 | 18h37

As bombas enviadas às embaixadas da Suíça e Chile explodiram em 23 de dezembro, causando ferimentos leves em duas pessoas que trabalham nos prédios atingidos e abriram os pacotes. A bomba enviada à embaixada grega explodiu de maneira controlada e não feriu ninguém.

Ao assumir hoje responsabilidade pelo envio das bombas, o grupo italiano disse que demonstrava solidariedade aos anarquistas gregos detidos pela polícia e à agenda de "violência revolucionária", segundo Mezzavilla. "Nós estamos atacando de novo e fazemos isso em resposta ao apelo lançado por nossos companheiros gregos da Conspiração Nuclei do Fogo", escreveu o grupo italiano em comunicado, disse Mezzavilla.

"Por essa razão lançamos esse novo ataque à estrutura que representa o Estado grego e seus servos em solidariedade aos nossos companheiros presos em Atenas e ao projeto da Conspiração Nuclei que, como o nosso, é baseado na ação e no método da violência revolucionária." O grupo italiano afirma que protesta contra os abusos da "estrutura do domínio" capitalista no mundo e lembrou a suposta repressão dos governos da Suíça e do Chile contra anarquistas locais.

Grécia

Na Grécia, um grupo anarquista chamado Conspiração Nuclei do Fogo enviou 14 cartas-bomba a embaixadas estrangeiras em Atenas no mês passado. Duas das bombas explodiram, não ferindo ninguém. Dois gregos, Panagiotis Argyros, de 22 anos, e Gerasimos Tsakalos, de 24 anos, foram presos em 1º de novembro suspeitos de terem enviado as cartas-bomba. Eles foram acusados de terrorismo.

Pelo menos uma dezena de suspeitos da Conspiração Nuclei também foram detidos e deverão ser julgados em 17 de janeiro. As informações são da Associated Press.

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