Grupo armado ataca prédios do governo no sul do Iêmen

Pelo menos um policial morreu e outros cinco ficaram feridos na cidade de Huta

Agência Estado

15 de junho de 2011 | 11h25

ÁDEN - Dezenas de homens armados atacaram nesta quarta-feira, 15, seguranças e prédios do governo na cidade de Huta, no sul do Iêmen, matando um policial e ferindo seis outros, segundo moradores e médicos. Os confrontos começaram de madrugada, perto das agências locais de inteligência, do Banco Central e de tribunais.  

 

 

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Um médico no hospital Khaldun afirmou que havia recebido o corpo de um policial morto no ataque e que outros seis estavam hospitalizados.

 

 

Os ataques geram temores de que Huta possa cair sob controle de extremistas, após homens armados tomarem a maior parte de Zinjibar no fim de maio.

As forças de segurança do Iêmen foram enviadas a Áden, em meio aos temores de que confrontos entre o Exército e supostos homens da Al-Qaeda possam se espalhar pela estratégica cidade portuária. Pelo menos 81 soldados e policias foram mortos e mais de 200 ficaram feridos nos confrontos em Zinjibar, segundo uma autoridade militar.

Em comunicado divulgado hoje, um grupo de "partidários da Sharia (lei islâmica)" condenou ataques aéreos realizados na semana passada contra esconderijos dos militantes, nomeando vários pilotos da Aeronáutica como alvos para vinganças e dizendo que pagará recompensa aos que os capturarem.

Agentes de segurança dizem que os militantes são combatentes da Al-Qaeda, porém a oposição acusa o regime do presidente Ali Abdullah Saleh de inventar uma ameaça extremista para manter seu domínio de mais de três décadas.

Também hoje, o governo do Iêmen afirmou que interceptou transferências financeiras feitas através do Catar para financiar dissidentes. A administração iemenita afirmou que o Catar deve parar de apoiar divisões no país. O vice-ministro da Informação do Iêmen, Abdo al-Janadi, disse que o intermediário nessas transações é um ex-embaixador iemenita no Cairo, Abdulwali al-Shumeiri.

Saleh

O presidente do Iêmen se recupera na Arábia Saudita de ferimentos causados por um ataque ao palácio presidencial em Sanaa. Ontem Saleh disse ao rei saudita, Abdullah, que sua saúde estava "constantemente melhorando", segundo a agência estatal iemenita Saba. Abdullah afirmou que defende um "Iêmen unido, seguro e estável".

Apesar da pressão internacional, Saleh se recusa a firmar um acordo pelo qual entregaria o poder ao vice-presidente em até 30 dias, em troca de imunidade judicial. Pelo menos 200 manifestantes foram mortos no país em cinco meses de protestos pelo fim do governo de Saleh, no posto desde 1978. As informações são da Dow Jones.

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