Grupo armado explode a quarta ponte no Iraque em três dias

Bombardeio faz parte de campanha para destruir infra-estruturas do país

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h47

Um grupo de homens armados explodiu nesta terça-feira, 12, uma ponte no sul de Bagdá, a quarta em três dias, no que parece ser uma campanha contra as infra-estruturas de transporte do país, segundo fontes policiais. A fonte disse que os atacantes detonaram uma carga explosiva embaixo de uma ponte situada perto de Hilla, capital da província de Babel, 100 quilômetros ao sul de Bagdá. A explosão causou grandes danos materiais na estrutura da ponte e bloqueou o tráfego na via que liga as zonas de Asriyah e Rashadiya, no norte de Hilla. O ataque não deixou vítimas. Nesta segunda-feira, grupos armados explodiram outra ponte perto de Baquba, capital da província de Diyala, no nordeste de Bagdá, enquanto uma terceira ponte foi atacada na capital iraquiana. No domingo, um suicida detonou a carga que transportava em seu veículo perto do posto militar que o Exército dos EUA tinha em uma ponte, nas proximidades de Mahmudiya, ao sul de Bagdá. No ataque, três soldados dos EUA morreram e outros seis ficaram feridos, além de seu tradutor. O município de Mahmudiya fica no "triângulo da morte", uma zona agrícola situada ao sul de Bagdá no qual os ataques da insurgência são freqüentes. Infra-estrutura O bombardeio de pontes faz parte de uma campanha iniciada há semanas, que tem a finalidade de destruir infra-estruturas em Bagdá e em outras zonas próximas à capital. Um dos objetivos parece ser obstaculizar a missão das tropas americanas e iraquianas e dificultar a vida dos iraquianos. Esta campanha também serve para mostrar a fragilidade do governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, que não consegue proteger as instalações básicas, disse um analista do Iraque. Visitas Os ataques acontecem na semana em que os líderes iraquianos recebem visita surpresa de autoridades dos Estados Unidos e Reino Unido. Na segunda, o ministro da Fazenda britânico e próximo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, visitou Bagdá e conversou com Maliki. Durante uma entrevista coletiva, Brown admitiu que houve "erros" na política britânica para o Iraque, mas que Londres ainda acredita que a questão mais importante no Iraque é "ajudar o povo iraquiano, já que não se trata simplesmente de manter sua segurança, mas de construir sua democracia, dá-lo prosperidade e progresso". O ministro acrescentou que a visita que faz ao Iraque é de "avaliação" e servirá como "primeiro como contato com a realidade iraquiana". Já nesta terça-feira, Maliki recebeu a visita do subsecretário de Estado dos Estados Unidos, john Negroponte. Ele pediu que o governo de Maliki acelere os esforços para conseguir a reconciliação nacional, segundo fontes oficiais. Imediatamente após sua chegada, Negroponte se reuniu com o primeiro-ministro iraquiano para discutir com ele os "passos para alcançar a reconciliação nacional, assim como a situação da segurança no país", acrescentaram as fontes.

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