Grupo assume responsabilidade por ataque no Egito

Um grupo de militantes formado há pouco tempo assumiu a responsabilidade por um ataque a bomba ontem a um posto de controle da polícia egípcia na cidade de Giza, que feriu seis pessoas.

AE, Agência Estado

08 Fevereiro 2014 | 13h36

Enquanto isso, o Ministério da Saúde egípcio disse neste sábado que o número de mortos em confrontos no dia anterior entre manifestantes islâmicos e forças de segurança subiu para três pessoas. Mais cedo, a informação oficial era de que duas pessoas tinham morrido. O ministério ratificou que outras 10 pessoas ficaram feridas.

Os confrontos eclodiram na capital e em outras províncias após apoiadores da Irmandade Muçulmana terem ido novamente às ruas para protestar contra o governo apoiado pelos militares. A polícia se mobilizou para dispersá-los. Tanto a violência de rua como os ataques de militantes, que têm como alvo as forças de segurança, aumentaram desde que o presidente islâmico Mohammed Morsi foi deposto em golpe militar em julho, na sequência de manifestações pedindo a sua saída.

A maioria dos ataques foi reivindicada por um grupo militante inspirado na Al-Qaeda com base no Sinai. Mas, recentemente, apareceu um novo grupo rebelde, Ajnad Misr (em árabe, Soldados do Egito). Em um comunicado publicado na sexta-feira em um site jihadista, o grupo reconheceu ter promovido o atentado duplo que atingiu um veículo da polícia em uma ponte mais cedo.

A mensagem dizia ainda que os soldados do Ajnad Misr "tinham enviado uma mensagem para o aparelho criminoso... De que eles não estão a salvo de represálias". O grupo salientou que seus combatentes estavam monitorando os movimentos da polícia e da sede do governo, dos quais partiriam "ataques a cada sexta-feira que matam e abusam de pessoas inocentes".

A primeira declaração do Ajnad Misr havia sido divulgada na semana passada, assumindo a responsabilidade por vários atentados, incluindo um em 24 de janeiro que atingiu a polícia no retorno de confrontos com simpatizantes da Irmandade Muçulmana. Manifestantes pró-Morsi

frequentemente protestam contra sua deposição após as orações muçulmanas de sexta-feira ao meio-dia. Fonte: Associated Press.

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