Grupo ataca comboio humanitário no México

CIDADE DO MÉXICO

Afp e Efe, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

Dois ativistas de direitos humanos foram mortos ontem numa emboscada a uma caravana humanitária no sul do México. O grupo de professores e voluntários tentava entregar suprimentos a uma cidade controlada por bandos armados. Dois jornalistas que integravam a caravana ainda não foram resgatados. Segundo informações de sobreviventes, eles estariam escondidos nas colinas da região do ataque e um deles está ferido.

O comboio com cerca de 30 pessoas foi atacado na terça-feira quando seguia para San Juan Copala, no Estado de Oaxaca, onde a tensão tem aumentado entre o povo indígena triqui. Segundo Miguel Badillo, diretor da revista Contralínea, onde trabalhavam os jornalistas, o carro em que os jornalistas viajavam tem mais de 30 marcas de tiro.

Dois dias depois do ataque, os ativistas David Vanegas e Noé Bautista conseguiram chegar até a cidade de Juxtlahuaca. Segundo eles, a repórter Érika Ramírez e o fotógrafo David Cilia estão escondidos nas montanhas vizinhas. Como prova de que os jornalistas estão bem, os sobreviventes trouxeram um vídeo em que ambos declaram estar conscientes e pedem um resgate.

Em sua versão online, a revista diz que "se morrerem, será de fome ou de sede, porque as autoridades de Oaxaca não retiraram os paramilitares do local". Entre os mortos estão o finlandês Tyri Antero Jaakkola, observador internacional da organização finlandesa, Uusi Tuuli Ry, e a mexicana Alberta Cariño, do Centro de Apoyo Comunitario Trabajando Unidos (Cactus).

Direitos humanos. San Juan Copala tenta formar um governo independente baseado em costumes nativos. No entanto, grupos armados de cidades vizinhas são contra o plano e cortaram o fornecimento de água e de eletricidade na tentativa de isolar a comunidade indígena.

O Senado mexicano aprovou na quarta-feira uma lei que limita a atuação do Exército no controle do tráfico de drogas. A medida foi tomada por causa de denúncias de violação dos direitos humanos.

Agora, os efetivos militares deverão admitir a presença de observadores da Comissão Nacional de Direitos Humanos. Os soldados que violarem direitos fundamentais dos cidadãos ainda poderão ser julgados por tribunais civis. /

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