EFE/JUSTIN CARRIL
EFE/JUSTIN CARRIL

Grupo ativista latino pede abertura de investigação criminal contra Trump

Ele disse que tomou a decisão em razão das informações que apontam atos como suborno, incitação à violência e fraude por parte do magnata

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 07h00

WASHINGTON - O grupo ativista latino Presente.org iniciou uma campanha nacional para exigirque os promotores dos Estados Unidos tomem medidas para abrir uma investigação criminal contra o pré-candidato republicano à presidência do país Donald Trump.

A organização anunciou em seu site que tomou a decisão "em resposta a uma crescente lista de informações que apontam atos criminosos potenciais como suborno, incitação à violência, publicidade falsa e fraude" por parte do magnata.

"Exigimos uma investigação criminal completa de Donald Trump por fraude e outros atos que estão pondo em perigo potencial as vidas de famílias e das comunidades latinas e de cor", afirmou Arturo Carmona, diretor-executivo do grupo.

"Todos os dias, milhares de afro-americanos e latinos são investigados e presos por acusações menores ou falsas", completou Carmona, cuja organização tem sede em Los Angeles. "Enquanto isso, homens brancos, ricos e poderosos como Donald Trump alardeiam suas façanhas criminosas, como suborno a funcionários federais e incitação à violência.

Nada acontece", afirmou o diretor-executivo da Presente.org. Segundo o grupo ativista, o próprio Trump admitiu durante o primeiro debate republicano, realizado no último dia 6 de agosto, que subornou funcionários públicos dos dois principais partidos. "Não houve repercussões ou investigações criminais. Essas ações de ódio e possivelmente criminosas são inaceitáveis

Trump é destrutivo para a democracia americana e para o estado de direito, provocando atos de violência contra os latinos" ressaltou Carmona.

Para conseguir vencer as primárias do Partido Republicano para as eleições presidenciais de 2016, Trump tem elevado o tom sobre a política migratória e racial americana, provocando uma grande polêmica e a desaprovação entre os latinos no país. / EFE

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