Grupo Clarín pode ser mutilado

Com a Lei de Mídia, diversas empresas de comunicação que possuem companhias "excedentes" deverão colocar à venda parte de seus canais de TV aberta e por cabo, além de estações de rádio. Desta forma, aparecerá nos próximos meses uma oferta estimada de 330 meios de comunicação no mercado.

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires ,

30 de outubro de 2013 | 23h35

Neste cenário, o Clarín é o grupo que mais empresas de comunicação deve vender. Para enquadrar-se à lei, o grupo terá de optar entre sua rede de TV aberta ou sua empresa operadora de TV a cabo, já que não poderá ter as duas de forma simultânea. Analistas de mercado indicam que o Clarín deveria desfazer-se da TV aberta, já que a operação mais lucrativa é a de TV a cabo.

No entanto, paira sobre o Clarín uma ameaça feita em dezembro por Martín Sabbatella, diretor da Administração Federal de Serviços de Comunicação (Afsca), organismo encarregado de aplicar a Lei de Mídia. Na ocasião, Sabbatella disse que, com o vencimento do prazo de adequação, o Clarín não poderia escolher quais empresas venderia. "A Afsca definirá quais serão vendidas", disse na época. Além disso, ressaltou que o grupo tampouco poderia colocar o preço de venda das empresas, já que o valor teria de ser definido pelo Tribunal de Contas, controlado pelo governo Kirchner.

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