Grupo de direitos humanos fecha escritório na Chechênia

O grupo russo de defesa dos direitos humanos Memorial está suspendendo as atividades de seu escritório na Chechênia, após o sequestro e assassinato de uma de suas ativistas, informou uma rádio russa hoje. Natalya Estemirova, que havia investigado sequestros, assassinatos e outros abusos aos direitos humanos na Chechênia, foi sequestrada em frente à sua residência e encontrada numa estrada com ferimentos a bala na cabeça horas depois.

AE-AP, Agencia Estado

18 de julho de 2009 | 18h57

Segundo a rádio Ekho Moskvy, Alexander Cherkasov, membro do comitê executivo do Memorial, disse que o escritório na Chechênia está sendo fechado por preocupações em relação à segurança dos outros funcionários do grupo. "Vimos que o trabalho no qual Natalya estava envolvido, o trabalho feito por nossos colegas na Chechênia - documentar crimes cometidos por representantes das autoridades -, é fatalmente perigoso", disse Cherkasov, de acordo com a rádio. Ele não informou por quanto tempo o escritório ficará fechado. Ativistas culpam as forças do presidente checheno Ramzan Kadyrov pela morte de Estemirova e por violações aos direitos humanos. Eles também dizem que o Kremlin, ao apoiar Kadyrov, criou um clima de impunidade que encoraja os abusos.

Vários ativistas com os quais Estemirova trabalhou nos últimos anos foram mortos, incluindo a jornalista investigativa Anna Politkovskaya - outra crítica da guerra russa contra separatistas no Cáucaso - que foi assassinada a tiros em seu apartamento em Moscou em 2006. Estemirova também ajudou Stanislav Markelov, um advogado defensor dos direitos humanos na Chechênia, morto a tiros numa rua de Moscou em janeiro.

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