Grupo de George Clooney ajudará a vigiar o Sudão

Um grupo fundado pelo ator norte-americano George Clooney informou ontem que se uniu ao Google, a uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) e a uma organização contra o genocídio para lançar um satélite de vigilância na fronteira entre o Norte e o Sul do Sudão. O objetivo é tentar evitar uma guerra civil, depois que os habitantes do Sul votarem num referendo sobre a divisão do país, no mês que vem.

AE, Agência Estado

29 de dezembro de 2010 | 18h25

A organização Not On Our Watch (Não diante de nossos olhos), fundada por Clooney, está patrocinando as primeiras fases do Projeto do Satélite Sentinela, que vai reunir imagens em tempo real e combiná-las com análises de campo do Enough Project (Projeto Basta) e da Iniciativa Humanitária de Harvard, disseram os organizadores.

Os dados vão apontar os movimentos de tropas, de civis e outros sinais de conflito iminente. O Programa de Aplicações de Satélite da ONU e o Google irão publicar as imagens online. "Nós queremos fazer com que potenciais genocidas e outros criminosos de guerra saibam que estamos observando, o mundo está observando", disse Clooney em comunicado. "Criminosos de guerra florescem na escuridão. É muito mais difícil cometer atrocidades sob o clarão das luzes da mídia." Os grupos esperam que as imagens reduzam o risco de violência.

O referendo marcado para 9 de janeiro elevou os temores de uma nova guerra entre o Sul e o Norte sudaneses. A votação é o resultado de um acordo de paz assinado em 2005, que encerrou um conflito de 21 anos que matou 2 milhões de pessoas, além de deixar milhares de desabrigados. Os dados do Projeto do Satélite Sentinela estarão disponíveis no site www.satsentinel.org. As informações são da Associated Press.

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