AFP PHOTO / Behrouz MEHRI
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Grupo de hackers russos atacou partido político de Macron em março

Empresa japonesa de segurança cibernética informou que o ataque ao movimento En Marche, do candidato centrista que disputará o segundo turno das eleições na França, consistiu no envio de e-mails fraudulentos

O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 10h40

PARIS - Um grupo de hackers russos atacou em março o En Marche!, movimento político de Emmanuel Macron, o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais na França, informou nesta terça-feira, 25, a empresa japonesa de segurança cibernética Trend Micro.

O ataque consistiu em várias tentativas de “phishing”, uma técnica para roubar dados pessoais ou de identificação com o envio de e-mails fraudulentos.

De acordo com um relatório da Trend Micro, os hackers russos do grupo Pawn Storm podem ser os responsáveis. Eles foram acusados de atacar o Partido Democrata durante a campanha de Hillary Clinton à presidência dos EUA.

"Sempre há certa incerteza técnica com a atribuição dos fatos, apesar de termos reduzido ao máximo", disse Loïc Guézo, diretor da Trend Micro para o sul da Europa. "Analisamos a maneira de atuar com os dados compilados durante dois anos e isto nos permitiu determinar a fonte", explicou.

O grupo Pawn Storm é suspeito de ter vínculos com o serviço de segurança russo e, de acordo com analistas, trabalha a serviço de Moscou para tentar influenciar as eleições em países ocidentais.

Na segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou qualquer envolvimento russo na campanha francesa. "Que grupos? De onde? Por que a Rússia? Tudo isso lembra as acusações vazias de Washington que desonram seus próprios autores", declarou ele.

De acordo com a Trend Micro, a tentativa de ataque ao site de Macron é parte de uma campanha mais ampla do grupo. Na lista de ataques já realizados por eles nos últimos dois anos, compilada pela empresa japonesa, também aparecem o Partido Democrata americano, a União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler alemã Angela Merkel e o governo turco de Recep Tayyip Erdogan. / AFP

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