Reprodução de TV/ Reuters
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Grupo de Lima pede investigação 'imparcial' sobre ataque na Venezuela

Brasil e mais 12 países que fazem parte da entidade condenaram a perseguição a deputados oposicionistas e exigiram a libertação de presos políticos

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2018 | 19h20

O Brasil e mais 12 países que compõem o chamado "grupo de Lima" pediram neste sábado, 11, à Venezuela que seja feita "uma investigação independente, exaustiva e transparente" sobre o incidente ocorrido na semana passada, em que drones supostamente carregados com explosivos atacaram as redondezas do local em que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursava.

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O governo venezuelano chamou o ataque de tentativa de atentado. Maduro afirmou na semana passada que a inteligência da Venezuela tem "provas" de envolvimento da Colômbia no caso.

Neste sábado, os governos que compõem o grupo Lima, entre eles Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Peru, fizeram o “apelo urgente” ao governo venezuelano para que os fatos sejam esclarecidos "de maneira imparcial" e repudiaram “qualquer tentativa de manipular o incidente”.

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O grupo também qualificou a detenção do deputado da Assembleia Nacional Juan Carlos Requesens como "arbitrário, ilegal e sem investigação prévia", e foi contra o mandado de prisão contra o deputado Julio Borges. 

A Suprema Corte da Venezuela determinou na última quarta-feira, 8, a prisão do líder de oposição Julio Borges, ex-presidente do Congresso, por supostamente planejar assassinar o presidente Nicolás Maduro com drones explosivos no fim de semana. Maduro disse em uma transmissão na noite de terça-feira que Borges está morando na Colômbia.

Além disso, os países do órgão reiteraram sua "profunda preocupação" com a situação dos presos políticos na Venezuela e exigiram sua libertação imediata.

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No último sábado, 4,  drones carregados com explosivos atacaram as redondezas do local em que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursava. Ele responsabilizou grupos de direita do país e do exterior e o governo da Colômbia pelo acontecido. / AP

 

 

 

 

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