AFP PHOTO / MOHAMED EL-SHAHED
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Grupo de turistas que morreu no Egito teria sido bombardeado por avião militar

Amigo do guia turístico que morreu no ataque nega as declarações do governo egípcio, que acusa a empresa organizadora da excursão de não ter permissão para entrar na região

O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2015 | 11h20

CAIRO - Um amigo do guia turístico que morreu no ataque realizado ontem por engado pelas forças de segurança do Egito, perto do oásis de Bahareya, no deserto situado no oeste do país, disse nesta segunda-feira, 14, que um avião militar bombardeou o local onde o grupo de 16 pessoas estava. Segundo Hisham Gaudat, o ataque ocorreu por volta das 14 horas locais (9 horas em Brasília).

Gaudat também afirmou que o número de vítimas mortais inclui o guia Hisham Tamaui, três motoristas egícpios e oito mexicanos.

O amigo da vítima negou as declarações do governo egípcio, que acusou a empresa turística organizadora da excursão de não ter as permissões necessárias para entrar na região desértica, cujo acesso está restrito no momento.

Segundo Gaudat, a companhia Windows of Egypt dispunha das permissões necessárias e, inclusive, um agente da polícia viajava com o grupo na hora do ataque. Ele ficou ferido no incidente, mas já recebeu alta.

O amigo das vítimas acrescentou que até pouco tempo a região estava vetada ao turismo, mas reiterou que a companhia teve autorização do governo para realizar excursões no local.

Até o momento, a Secretaria das Relações Exteriores do México só confirmou a morte de dois cidadãos do país, e também exige uma investigação profunda e a explicação dos fatos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Abu Zeid, destacou em comunicado que o ministro interino, Sameh Shukri, já entrou em contato com a chanceler mexicana, Claudia Ruiz Massieu, e explicou o que ocorreu.

Segundo Shukri, os turistas estavam em uma região onde forças do Exército e da polícia perseguiam terroristas que usavam veículos 4x4 parecidos com o dos mexicanos mortos na ofensiva. /EFE


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