Grupo de Zelaya vai retomar diálogo, diz negociador

Um negociador do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou hoje que seu grupo vai retomar o diálogo para encerrar a crise política no país. "Com instruções do presidente Zelaya, nos sentaremos hoje na mesa de diálogo", afirmou o negociador Rodil Rivera, à rádio HRN. Segundo ele, devem ser firmados acordos "particularmente referente a que o Congresso decida se restitui ou não Zelaya". Já outro negociador do grupo, Víctor Meza, disse apenas que os partidários estavam reunidos e que depois haveria declarações para o público.

AE-AP, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 14h09

Ontem, a negociadora Vilma Morales, do governo de facto de Roberto Micheletti, pediu que o outro lado retomasse o diálogo. Ela afirmou que sua equipe estava disposta a abordar o tema da restituição de Zelaya, grande foco do impasse atual, para se chegar a um acordo. Segundo a negociadora, as duas partes concordam que há "um componente político e jurídico" na questão, dando a entender que o Parlamento pode resolver sobre a volta ou não de Zelaya.

O presidente deposto exige que essa decisão fique nas mãos dos deputados, rechaçando a participação da Suprema Corte - segundo ele uma instituição envolvida no golpe que o derrubou em 29 de junho. Ao chegar ao hotel em Tegucigalpa onde ocorrem as negociações, Vilma disse que "hoje será um dia de júbilo para os hondurenhos porque arrumaremos tudo sem olhar para trás, só para frente (...) e estamos satisfeitos de que Zelaya tenha aceitado se sentar e falar conosco".

As eleições presidenciais em Honduras estão marcadas para 29 de novembro. Micheletti afirma que a disputa eleitoral pode ser a saída para a crise, mas entidades e governos da região ameaçam não reconhecer o pleito caso o governo de facto siga no poder. Ontem, chegou a Honduras o secretário-adjunto para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Thomas Shannon, e outros diplomatas norte-americanos. A missão busca pressionar por uma saída negociada. Zelaya foi expulso do país após o golpe, mas voltou escondido e desde 21 de setembro está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

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