Grupo denuncia prisão de quatro padres católicos na China

Eles foram presos pela polícia por se recusarem a juntar-se à Igreja oficial, não reconhecida pelo Vaticano

AP

29 Julho 2007 | 14h15

A Fundação Cardeal Kung, grupo católico que monitora a liberdade religiosa na China a partir dos EUA, denunciou que quatro padres católicos chineses foram presos pela polícia do país por se recusarem a juntar-se à Igreja oficial, não reconhecida pelo Vaticano.   Segundo a fundação, três padres foram presos na última terça-feira na região da Mongólia Interior (norte da China). O outro teria sido preso no começo de julho na província chinesa de Hebei, também no norte do país. O grupo não deu detalhes sobre as acusações que seriam feitas contra os religiosos.   Os católicos chineses têm permissão do governo para praticar sua religião somente na Igreja sancionada pelo Estado, que não tem laços com o Vaticano. Milhões de católicos, porém, preferem praticar a religião em igrejas clandestinas.   A Fundação Cardeal Kung identificou os quatro padres presos nesta semana como Liang Aijun, de 35 anos, Wang Zhong, de 41 anos, e Gao Jinbao, de 34 anos; todos eles seriam da província de Hebei. O padre preso no começo do mês foi identificado como Cui Tai, de 50 anos.   O grupo também informou que atualmente há cinco bispos e outros 15 religiosos católicos, entre padres e leigos, presos na China por praticarem sua religião; haveria outros, em número não especificado, em prisão domiciliar.   "Exortamos o governo chinês a tomar medidas imediatas para deter toda a perseguição, em toda a China, e a libertar todos os clérigos e bispos da Igreja Católica, assim como outros "fiéis", disse em comunicado o presidente da fundação, Joseph Kung. O grupo leva o nome do falecido cardeal Ignatius Kung Pinmei, de Xangai, que passou 30 anos em prisões chinesas e morreu no exílio nos EUA em 2000, aos 98 anos de idade.

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