Grupo dos EUA pede providências contra ignorância americana

Citando o que chama ?sério déficit global (americano) em aptidões?, um grupo independente - Strategic Task Force on Education Abroad (Força Tarefa Estratégica em Educação no Exterior) ? reclama do governo dos EUA um esforço agressivo para aumentar o número de estudantes universitários que aprendem línguas estrangeiras e cultura externa. Pesquisadores enfatizam que os americanos estão desconectados do mundo numa época em que os sentimentos anti-americanos cresceram, em decorrência da guerra do Iraque como conseqüência do 11 de setembro. ?Nosso país não pode simplesmente dar-se ao luxo de permanecer ignorante do resto do mundo. Os custos são muito altos?, diz o ex-secretário de Educação Richard Riley, presidente honorário da Força Tarefa.Os eventos de 11 de setembro provaram-se uma ?advertência de que a ignorância dos EUA sobre o mundo é agora uma responsabilidade nacional?, diz um relatório compilado pela Associação Internacional de Educadores, uma organização privada que promove intercâmbio e educação internacional. Os ?obstinados monoglotismo e ignorância do mundo? que persistem nos EUA só alimentam a confusão em que os americanos se sentem, depois de 11 de setembro.?Precisamos perguntar-nos não apenas por que eles nos odeiam, mas por que não sabemos por que eles nos odeiam tanto?, diz Julia Chang Bloch, ex-embaixadora no Nepal.O documento dos educadores pede ao Congresso que destine US$ 3,5 bilhões para um fundo que permita a meio milhão de estudantes receber bolsas anuais de US$ 7.000 para obter créditos em faculdades no exterior. O objetivo é ter recursos para manter 5 milhões de estudantes no exterior em 2010, segundo o ex-senador de Illinois, Paul Simon, um dos presidentes honorários da Força Tarefa. Atualmente, cerca de 1% dos 13 milhões de universitários americanos estão em programas patrocinados no exterior, diz o relatório.Em contraste, diz Simon, 584.000 estudantes de outros países estão estudando nas faculdades e universidades americanas neste ano acadêmico de 2002-2003.Os educadores sugerem que legisladores, educadores e empresários criem um programa nacional para assegurar que cada graduado de nível universitário seja proficiente em, no mínimo, uma língua estrangeira e estude um tema internacional pelo menos. Para ajudar a tornar os programas mais acessíveis a estudantes de todas as camadas sociais, a Força Tarefa pediu às faculdades que ajustem suas exigências e taxas para estudos sobre o exterior, para que não se tenha um programa para estudantes privilegiados.Um número recorde de universitários americanos estagiaram no exterior no ano escolar de 2001-2002, 160.920, mas apenas 90% permaneceram por um semestre ou menos, segundo a Força Tarefa. Mais da metade dos estudantes no exterior vão para a Inglaterra, Itália, Espanha ou França, mostra o relatório. Para evitar essa concentração, o programa quer encorajar os estudantes a considerar países fora da Europa Ocidental, como a China e os da África.

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