Grupo especial investigará morte de editor da Forbes Rússia

O promotor geral da Rússia, Vladimir Ustinov, determinou que o departamento responsável por investigações de casos importantes assuma a investigação da morte do editor da versão em russo da revista americana Forbes, Paul Klebnikov. O jornalista, de 41 anos, foi morto com um tiro na sexta-feira, quando saía do escritório da revista em Moscou. O carro de onde partiram os tiros foi localizado pela polícia no sábado. A morte foi relacionada ao seu trabalho. A Forbes começou a circular em russo em abril e publicou, em maio, a sua tradicional lista dos mais ricos do país - um assunto sensível em um país em que grande parte das fortunas foram amealhadas com atividades ambíguas ou corruptas relacionadas ao colapso da União Soviética. "É óbvio que o motivo da tragédia foi profissional, algo relacionado ao ratings das pessoas mais ricas", comentou o secretário do Sindicato de Jornalistas, Igor Yakovenko, à agência Interfax. "As pessoas que se tornaram bilionárias em poucos meses e não puderam explicar a origem do dinheiro, seja publicamente ou para órgãos do governo, não toleram esse tipo de matéria", completou Yakovenko. Klebnikov também escreveu um livro sobre Boris Berezovsky, um dos magnatas que se beneficiaram do ambiente caótico e violento da década de 90. O livro, intitulado "Conversa com um Bárbaro", foi escrito com base em entrevistas de Klebnikov com o magnata. A organização internacional "Repórteres sem Fronteiras" informou que está em choque com o crime e pediu ao governo para que proteja os jornalistas. No ano passado, cinco jornalistas morreram na Rússia e as autoridades ainda não identificaram os criminosos. As informações são da Dow Jones.

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